Na novela que se tornou a discussão sobre a cessão do serviçossurgiu até a proposta de se reduzir o número de taxistas em Londrina. A proposta não é consenso na categoria mas alguns motoristas acreditam que a redução ajudaria o setor a superar a crise que se estende há 10 anos.
Taxista há 11 anos, Fleury Fortinelli defende a redução como forma de aumentar a demanda pelo serviço. ''Assim seria mais fácil ter clientes'', antecipou. Vicente Geraldo Dias, que trabalha no ramo há 30 anos, tem a mesma opinião. ''Tem muito pouca gente usando taxi hoje. Com menos carros, o serviço aumentaria'', afirmou.
Para o presidente do sindicato, Antônio Pereira da Silva, no entanto, as concessões existentes não poderiam ser suspensas, só podendo haver uma redução no número de pontos. Isso obrigaria o sindicato a remanejar os taxistas dos pontos fechados para outros lugares. ''Como a escolha dos locais é feita de acordo com a demanda, isso só aumentaria a concorrência em cada região'', argumentou.
A possibilidade, no entanto, foi descartada pelo diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti. Segundo ele, a diminuição dos pontos e redução de taxistas nunca foram cogitadas pela companhia. ''Estudamos, sim, junto com o sindicato, apenas o remanejamento e realocação dos pontos, como forma de descentralizar o serviço'', contou. (A.M.)

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