Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, a Unespar da forma como foi concebida pelo governo Jaime Lerner (PFL) é inviável. ''Não tem como manter 11 faculdades diferentes e distantes entre si com uma mesma nomenclatura e adminsitração. A sede é em Jacarezinho. Como ficam as unidades de Paranaguá e União da Vitória?'', questionou ele.
Apenas uma nova universidade seria criada, com a junção das faculdades estaduais de Jacarezinho (são três no município), Cornélio Procópio e Bandeirantes: a Universidade do Norte Pioneiro. ''Os cursos são de qualidade e os professores têm um alto nível de profissionalização. A universidade seria referência em direito e agronomia'', elogiou o secretário.
Ele acredita que a nova estratégia traria redução de custos e investimentos para o Estado, permitiria o uso comum de laboratórios e aumentaria os resultados dos projetos e pequisas de extensão. ''As faculdades trabalhariam como numa cooperativa, buscando o bem comum'', complementou. Rizzi garantiu que mesmo sendo campus universitário, as faculdades estaduais teriam autonomia de projeto pedagógico e de recursos orçamentários.
Posição semelhante tem a reitora da UEL, Lygia Pupatto. Lembrando que o projeto ainda está em discussão, ela observou que ''o projeto é interessante'', porque racionaliza custos e promove intercâmbio de experiências. O reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e diretor administrativo da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Wilson Luis Iscuissati, avaliou que o projeto é ''a melhor alternativa'' para as faculdades que formam a Unespar.

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