Proposta divide proprietários
Proposta divide proprietários
Acho que essa prolongação é boa para os proprietários, porque vai valorizar a região, e ótima para cidade. Ela vai desafogar o trânsito da Higienópolis, comenta Geehrter Sathler Rosa, dono de um dos terrenos, onde mora há mais de 20 anos. Para ele, não haverá empecilho a negociação com a prefeitura. Essa obra é inevitável e a prefeitura tem que fazer de qualquer forma. Seremos grandemente beneficiados, acrescenta.
O advogado Othon Calestini, de Cuiabá (MT) e dono de outro lote, disse também que está disposto a fazer a doação. Nasci em Londrina e acho que o prolongamento pode ser uma boa solução para a cidade. Não quero me obstar, afirmou. O único problema, afirma o advogado, é que ele ainda não conhece o projeto e não sabe de que forma o lote será atingido. Por isso, pretende vir a Londrina até o final do mês para discutir o assunto na prefeitura. Além disso, lembra que o imóvel é herança e a doação da faixa de terra precisa ter a concordância de mais duas irmãs.
Já sobre a idéia de deixar a pista mais estreita no trecho que passa pelo lote de Pires, Calestini acredita que esta pode ser uma boa solução para acabar com o impasse entre a prefeitura e o proprietário. Desde que isso não tenha um resultado maléfico para o que ele está reclamando, aponta.
A idéia de afunilar o trecho de Pires, no entanto, não foi bem recebida por todos os proprietários consultados pela Folha. Não seria uma saída interessante. Ou faz a mesma largura no trecho todo ou não faz. E (nas reuniões realizadas na prefeitura) ficou claro que deveria haver a concordância de 100% dos proprietários. Eu não concordaria, diz Francisco Kikuchi, que representa o pai, Yoshiji Kikuchi, dono de dois lotes da Gleba Palhano,
Kikuchi acrescenta que a doação de parte dos dois lotes pertencentes ao pai depende ainda do pagamento de outra desapropriação realizada pela prefeitura há quase dez anos. Na época, Yoshiji teve um lote atingido pela formação da própria Avenida Madre Leônia. Temos essa desapropriação para receber e, por isso, falta acertar essa pendência. Eles (prefeitura) ficaram de agilizar essa questão mas até agora não tive resposta, aponta.
A Folha também tentou falar com o empresário Celso Garcia Neto, outro proprietário que ainda não fechou acordo com a prefeitura. Mas ele viajou e os dois telefones celulares - um pessoal e outro de uma fazenda no Mato Grosso - estavam desligados ou fora de área. (L.H.)





