Proposta de cooperativa não agrada a todos
Atualmente, são destinados diariamentepara o lixão de Maringá cerca de mil toneladas de resíduos. Só de lixo residencial são 300 toneladas/dia. Na mesma área também é destinado o lixo hospitalar. O único cuidado nesse caso, é que o lixo é depositado em uma vala numa área distante do resto do lixo.
A reportagem da Folha conversou com três trabalhadores que moram na região e afirmam que há mais de três anos atuam no lixão de Maringá. Valdomiro da Silva, 28 anos, mora em Paiçandu e diz que há quase quatro anos separa lixo dentro da área do lixão de Maringá. Ele disse que foi convidado a participar da cooperativa de lixo criada pela administração municipal mas considera ''humilhante'' ter que empurrar um carrinho de lixo. ''Eu não sou cachorro para empurrar carroça e catar lixo na rua'', afirmou.
Sônia Maria da Silva, 36 anos, também não aceitou ir para a cooperativa e diz que prefere trabalhar no lixão separando os resíduos descarregados pelos caminhões. Ela também mora em Paiçandu. Já a trabalhadora Ester Dias, 39 anos, mora em Sarandi e diz que há três anos separa o lixo no lixão de Maringá. Sobre a cooperativa municipal, Ester afirma que perdeu as reuniões. Ela diz que consegue ganhar até R$ 250,00 por mês trabalhando no lixão.





