Proposta da Secri é criticada pelo prefeito Belinati
Lino Ramos
De Londrina
O prefeito Antonio Belinati (PFL) criticou ontem a proposta da Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família (Secri) de rachar com o município de Londrina as verbas necessárias para manter o funcionamento da Escola Oficina. Por falta de recursos, a escola interrompeu no último dia 18 o atendimento prestado a 138 crianças e adolescentes de risco.
Segundo a Associação da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon) a instituição precisa de R$ 64 mil para reabrir a escola, fechada desde o dia 18. O diretor-geral da Secri, Murilo Campeli, informou que a Secretaria se propõe a repassar R$ 32 mil e discutir com a Prefeitura de Londrina a outra metade dos recursos.
Em 31 anos de vida pública não administrei repassando encargos para os governos Federal ou Estadual. Deve haver um mal-entendido, comentou ontem o prefeito Antonio Belinati.
O prefeito disse também que ainda não havia recebido qualquer comunicado oficial sobre a proposta e só tinha conhecimento do assunto pela imprensa.
Ontem, a diretora da Acalon, Leozita Baggio Vieira, não tinha previsão de quando a Escola Oficina poderá voltar a atender os alunos. Segundo ela, as atividades pedagógicas só poderão ser retomadas quando houver uma definição concreta sobre os recursos necessários.
Em relação a outra proposta feita pela Secri, para que a Escola Oficina se torne auto-suficiente, Leozita Vieira adiantou que foi marcada uma reunião para o dia 7 ou 9 de dezembro. Eles (Secri) gostariam que fôssemos lá para saber o que podem nos oferecer. Para nós não precisa ser dinheiro, o que importa é ver a escola funcionando, disse.
Os diretores da escola e da Acalon devem se reunir hoje para discutir a reabertura da instituição.





