Mauricio Della Barba
De Londrina
Os prestadores de serviço de saúde de Londrina apresentaram ontem uma nova proposta para o projeto que amplia o número de membros do Conselho Municipal de Saúde. O projeto será analisado em segunda e última votação na sessão da Câmara de Vereadores, que acontece hoje à tarde. O projeto corre o risco de ser novamente retirado da pauta de votação por falta de consenso entre as partes envolvidas.
Vereadores votam hoje projeto que amplia número de representantes da entidade municipal de saúde; prestadores e usuários de serviço não chegam a consenso
Pela proposta dos prestadores de serviço (representantes de hospitais, médicos, farmacêuticos, enfermeiros e trabalhadores da saúde), o número de conselheiros aumentaria de 16 para 20, contra os 24 pretendidos pelos representantes dos usuários (associações de moradores, conselhos regionais de saúde e representantes de pastorais ligadas a saúde).
‘‘A questão não é nem pelo número de conselheiros, mas sim como estes conselheiros serão escolhidos’’, disse o coordenador da Comissão de Saúde do Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina, Maurício Barros. Os usuários querem que os representantes sejam escolhidos durante as conferências municipais de saúde, que ocorrem de dois em dois anos.
‘‘Esse tipo de escolha pode trazer pessoas que não têm conhecimento adequado da saúde municipal e apenas interessadas em obter algum ganho político com o cargo’’, disse o superintendente da Irmandade da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad. ‘‘Se for por categorias, a população perderá a representatividade na saúde’’, rebateu Barros.
O presidente da Associação Médica de Londrina (AML), o médico Pedro Garcia Lopes, também está relutante na questão. ‘‘O Conselho sempre foi aberto a comunidade e funciona bem, apesar das críticas. É necessário mais tempo para tomar a atitude correta. Temos que explicar o porquê do aumento no número de conselheiros’’, disse Lopes.
A discussão do tema deve continuar hoje nos bastidores da Câmara de Vereadores, antes da abertura da sessão. A Folha apurou que os vereadores só deverão discutir o assunto quando existir um consenso entre as partes, o que parece estar longe de acontecer.

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