Servidores municipais da Região Sul de Londrina querem dinamizar e potencializar o atendimento às crianças, adolescentes e famílias assistidas pelos serviços públicos oferecidos pelas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social. ''Percebemos que há investimentos públicos, mas os resultados com a população atendida estão aquém do esperado. Começamos a pensar: por que isto acontece? Como o serviço público pode ser executado efetivamente? E então vimos que uma maior integração entre as secretarias é necessária e urgente'', afirmou o diretor do Caic Dolly Jess Torresin, no Jardim União da Vitória, Amauri Pereira Cardoso.
Para se concretizar as propostas, ele e representantes das outras pastas municipais têm se reunido sistematicamente. ''Essa discussão não é nova e no começo era mais informal. Mas hoje estamos com planejamento para cada uma das áreas - educação, saúde e assistência social - e estamos estudando como implementá-los''.
Uma das propostas é a criação de um sistema informatizado único com os dados dos atendidos. ''A equipe de Saúde, por exemplo, quando for em uma casa, saberá que aquela criança tem dificuldade de aprendizagem ou que é boa aluna, mas já apresentou tais reclamações na escola. Isso é importante. Porque, por exemplo, de que adianta eu ter um ótimo aluno, mas com problemas sérios de saúde ou na família?'' Ele ainda completa que as áreas têm interagir para cuidar da pessoa de maneira uniformizada. ''Porque atualmente o que acontece é que essa criança às vezes é três, uma para cada prontuário ou questionário aberto.''
De acordo com a auxiliar de enfermagem da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque das Indústrias e servidora representante do setor da Saúde nas reuniões, Cláudia Martins, a criação desse ''prontuário'' único e informatizado é uma ação que deverá acontecer, mas a longo prazo. ''Porque não é uma ação que depende exclusivamente de nós. Outras atividades e mudanças, que podem ser realizadas a curto prazo, já estão sendo estudadas por cada área''.
Ela destaca que a integração dos atendimentos da saúde e da educação vai possibilitar um grande avanço da formação das crianças. ''Com a assistência social a gente já dialogava e vamos melhorar essa comunicação. Mas com a educação, a ligação era muito pequena. Essas reuniões têm sido muito boas para isso.'' A iniciativa dos encontros partiu dos próprios servidores. ''Isso representa um amadurecimento das áreas e um passo importante para a gestão e o desenvolvimento locais'', analisa a responsável pela gerência de Articulação Institucional, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Gisele de Cássia Tavares.
Ela também acredita que o desenvolvimento de um registro único ainda precisa ser melhor estudado. ''Mas existem várias ações conjuntas que podem potencializar os serviços já oferecidos e é isso que o grupo deve discutir nesse momento.'' Uma destas ações a curto prazo é a homogeneização dos conceitos, como por exemplo, o que se define por infância e a padronização dos termos técnicos. ''É importante que esteja todo mundo falando a mesma língua. Isso é uma coisa que foi apresentada em reunião e que não tem grande complexidade para ser executada'', destacou Cardoso.

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