Pronto-socorro fica fechado em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
A superlotação causou o fechamento durante todo o dia de ontem do Pronto-Socorro (PS) do Hospital da Zona Norte (HZN), em Londrina. Apenas os casos de urgência e emergência e atendimentos de pediatria foram mantidos. O hospital é o mais atingido pelo excesso de pacientes desde o fechamento do PS do Hospital Universitário (HU), na última quinta-feira.
Os servidores do HU, em greve há 29 dias, decidiram pelo fechamento do pronto-socorro em resposta à decisão do Tribunal de Justiça em extinguir o mandado de segurança dos servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), pela suspensão dos descontos dos dias parados nos salários. O arquivamento do processo foi anunciado na quarta-feira.
O diretor clínico do HZN, Antônio Carlos Petrus, informou que os oito leitos do PS estavam tomados e havia ainda pessoas internadas em macas nos corredores. No dia do fechamento do HU, Petrus havia solicitado um reforço no número de atendentes e plantonistas do hospital ao secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, para que a demanda prevista pudesse ser atendida. Mas não houve pessoas disponíveis e apenas os dois médicos plantonistas atenderam os pacientes.
Os doentes de pouca gravidade que chegaram ao hospital foram encaminhados aos postos de saúde 24 horas. Já os casos graves foram encaminhados para os dois hospitais filantrópicos da cidade. Uma pessoa foi enviada para o HU após acerto com o comando de greve dos servidores.
Na Santa Casa, conforme uma funcionária do PS, houve aumento no número de consultas atendidas, mas não houve tumultos. O hospital internou vários pacientes encaminhados pelo HZS.


