O Pronto-socorro (PS) do Hospital Universitário de Londrina (HU) foi fechado para atendimento ontem à tarde, por causa de superlotação. No começo da noite, algumas pessoas que haviam chegado de manhã ainda aguardavam para serem atendidas. João dos Santos estava desde às 12 horas, esperando que sua esposa, a dona de casa Marlene Alexandre dos Santos, fosse atendida. Ela estava com começo de pneumonia e, segundo Santos, a única informação que recebiam era que o hospital não tinha previsão para reabir.
''Eles não sabem que horas vão atender, dizem que está lotado, eu acho que isso é falta de respeito com a gente'', revoltou-se Santos, apontando para um rapaz que estava desde às 9 horas aguardando atendimento. Além de Marlene, outras cinco pessoas estavam na fila de espera. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, não havia realmente uma previsão de quando o hospital voltaria a prestar atendimento. Até o fechamento da edição, os quatro boxes de atendimento do PS estavam ocupados por pessoas que precisaram de internamento.
A enfermaria do hospital também estava com excesso de pacientes. Sete pessoas estavam internadas em macas espalhadas pelos corredores. Dois pacientes tomavam medicação em cadeiras de rodas. Michael Reis Ferreira, de apenas 12 anos, estava internado desde segunda-feira. A maca em que ele estava ocupava um lugar no corredor.
Segundo a tia do garoto, Elisângela dos Santos, ele estava com muita febre e enjôos e, por isso, foi para o hospital. Ela contou que, na segunda-feira, chegaram pela manhã e o sobrinho só foi atendido às 18 horas. ''Agora nós aguardamos aqui no corredor: ou ele vai para a enfermaria ou recebe alta'', lamentou Elisângela.
Segundo a assessoria, por causa da superlotação, as pessoas eram orientadas a procurar outro lugar ou então eram encaminhadas para as demais instituições. Todos os hospitais de Londrina foram avisados para ficarem em alerta.

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