A vereadora Elza Correia (sem partido) reuniu-se na tarde de ontem, no Fórum de Londrina, com a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, e o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti. Ela foi solicitar aos promotores a tomada de ‘medidas administrativas e legais cabíveis’ para tentar evitar que a área do aterro do Lago Igapó 2 (no Jardim Maringá, área central) seja doada à iniciativa privada para a construção de um complexo de lazer e turismo.
O projeto de lei que autoriza a doação da área - de aproximadamente 90 mil metros quadrados e avaliada em perto de R$ 1 milhão -, de autoria do Executivo Municipal, foi aprovado pela Câmara no dia 13 de agosto, mas ainda não foi sancionada pelo prefeito Antonio Belinati (PDT). ‘‘A área fica num fundo de vale que, de acordo com a Lei Orgânica do Município, é destinada a preservação ambiental permanente. Neste sentido, o projeto aprovado é ilegal’’, afirma Elza Correia, a única a votar contra o projeto de lei do Executivo.
‘‘Estamos pedindo à promotora que estude a fundo esta questão da legalidade. Caso a doação e a construção sejam concretizadas, estaremos abrindo um grave precedente, passando por cima da Lei Orgânica’’, comenta Elza Correia.
A vereadora pediu a Galatti um acompanhamento do processo de licitação que definirá a empresa que construirá e explorará o local. ‘‘A área fica numa região nobre e é um bem público, pertence à população. Se o Executivo quer doá-lo a empresários, devemos saber quais são as razões. Temos que avaliar direito a correlação custo-benefício’’, ressaltou Elza Correia. que estava acompanhada de diretores da Associação de Moradores do Jardim Maringá, de professores e estudantes contrários à obra no aterro. Os promotores passarão a estudar o caso assim que a Prefeitura publicar o edital de licitação para as empresas interessadas no empreendimento.

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