Proprietários de imóveis em Apucarana, que se negam a integrar-se à rede coletora de esgotos, serão notificados pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. O anúncio foi feito ontem pelo promotor Luiz Fernando Delazari, adiantando que estas pessoas também poderão ser autuadas pela Secretaria Municipal de Saúde e até responder uma ação cível pública por danos causados ao meio ambiente.
O lançamento de esgoto sanitário nas galerias pluviais, através de ligações clandestinas, foi descoberto porque o Lago Jaboti estava sendo contaminado por dejetos residenciais. Laudos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) detectaram elevados índices de coliformes fecais no lago, que é utilizado para prática de esportes náuticos e acabou sendo interditado pela Saúde Pública.
Em reuniões entre representantes da Sanepar, Vigilância Sanitária e Promotoria do Meio Ambiente, decidiu-se contatar os donos de domicílios que ainda não providenciaram a ligação de seus imóveis à rede de esgoto. Nas últimas semanas, funcionários da Sanepar visitaram 79 domicílios que estão nesta situação.
‘‘Deste total, pouco mais de 20 manifestaram que, apesar da existência da rede em frente ao imóvel, não têm interesse em fazer a ligação’’, revelou ontem o engenheiro Gilberto Tomazella, da Divisão de Planejamento e Apoio Técnico da Sanepar.
Segundo o engenheiro, esse relatório da Sanepar está sendo repassado à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Vigilância Sanitária para a adoção de medidas cabíveis. Tomazella revela que análises extra-oficiais procedidas pela Sanepar mostram que houve uma redução nos níveis de poluição da água do Jaboti.
Além do lago, a bacia do Biguaçu também tem problemas com dejetos residenciais. De acordo com o engenheiro Gilberto Tomazella, a nova estação de tratamento na bacia do Biguaçú começou a funcionar em março e até agora mais de 700 proprietários de imóveis ainda não providenciaram as ligações na rede coletora de esgotos.

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