O promotor especial de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, vai decidir hoje a forma para notificar os ex-diretores da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e da Tâmara Serviços Ltda., além de dois funcionários da empresa em Londrina. Os oficiais de Justiça ainda não conseguiram notificá-los para que prestem depoimentos ao promotor que apura denúncias de superfaturamento nos serviços executados pela Tâmara à autarquia.
Galatti dirige procedimento que investiga indícios de irregularidades no contrato de terceirização dos serviços de capina e roçagem. O procedimento foi aberto há semanas, depois que a vereadora Elza Correia (sem partido) encaminhou pedido de providências. A vereadora recebeu denúncias de que haveria superfaturamento no contrato de terceirização e a empresa Tâmara, de Maringá, estaria utilizando mão-de-obra e equipamentos da frente de trabalho.
Depois de várias tentativas, um oficial de Justiça conseguiu marcar horário para fazer a intimação do ex-presidente da AMA, Mauro Maggi. Seria ontem, mas o ex-presidente da autarquia não compareceu ao local e horário marcados. ‘‘Há outras situações semelhantes. Amanhã (hoje) vamos decidir o que fazer para localizá-los’’, disse Galatti à Folha, ontem à tarde, sem revelar que medida seria. O promotor não quis confirmar se seria requisição de força policial.
No dia 17, Galatti informou que as investigações já haviam encontrado fortes indícios de irregularidades na contratação dos serviços de roçagem e capina de áreas não urbanizadas. As suspeitas incluem desde vício no processo licitatório que definiu pela contratação da empresa maringaense até superfaturamento nos valores pagos. No dia 23, o promotor revelou a possibilidade de requisitar a Polícia para localizar os ex-diretores da AMA e os diretores e funcionários da Tâmara.Arquivo FolhaPatrimônio PúblicoO promotor Galatti, que apura denúncias de superfaturamentoÁureo Nogueira

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