Promotoria se satisfaz
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de março de 1997
Da Redação 
O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Camões de Carvalho Iassaka, que fiscalizou a reconstituição do crime em que Maria Suely Costa Moura matou Jacqueline Carneiro Lobo, disse que não houve contradição com os fatos que constam nos autos do processo.
A PM Silvana Silva Chagas, primeira a chegar no escritório de advocacia, e a advogada Elaine Gomes, que socorreu Jacqueline Lobo, confirmaram que a secretária passou pela porta onde estava a ré, e que voltou-se para trás, pedindo à policial que pegasse sua bolsa. Nesse momento, a ré deu um grito, partiu para cima de um PM que estava na porta e disparou, atirando contra a nuca de Jacqueline.
Maria Suely cumpre prisão domiciliar desde janeiro, quando o Tribunal de Justiça do Paraná concedeu habeas corpus, considerando que Londrina não tem condições de oferecer prisão especial à ré até o julgamento - por ter curso superior, ela tem direito a cela individual. Maria Suely mora em um apartamento na área central, com dois filhos.
Jacqueline Lobo trabalhava como secretária no escritório de advocacia onde foi morta. Era namorada do ex-marido de Maria Suely, o médico ginecologista João Bento Moura Neto.
(Luka Morais)


