Promotoria quer melhorias em jazigos da cidade
Promotoria quer
melhorias em
jazigos da cidade
Evitar a contaminação de rios e lençóis freáticos e melhorar a estrutura dos cemitérios paranaenses. Foi pensando nisto, que representantes de cemitérios do Estado participaram ontem, no Salão de Atos do Parque Barigui, em Curitiba, do Fórum Cemitérios Impacto Ambiental. As discussões sobre os problemas que podem ser originados de uma estrutura ineficaz de cemitérios começaram em 1997, quando a Promotoria do Meio Ambiente iniciou uma série de estudos.
No ano passado, quatro cemitérios (três de Curitiba e um de São José dos Pinhais) foram vistoriados e foram constatados problemas de infraestrutura nos sistemas de escoamento das águas da chuva. Estes problemas podem trazer doenças a população como tétano, diarréia, tuberculose, febre tifóide e hepatite A, afirmou Sérgio Luiz Cordoni, promotor de Proteção ao Meio Ambiente.
Os cemitérios municipais do Santa Cândida, em Curitiba e do Parque do Bonfim, em São José dos Pinhais, foram os que apresentaram as maiores irregularidades. No Santa Cândida, centenas de sepultamentos foram realizados em locais onde o nível da água está próximo da superfície do terreno. A norma do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) é de que o sepultamento seja feito com, pelo menos, um metro acima do nível de lençol freático. No Parque do Bonfim foi constatada a contaminação da área de escoamento do Rio Pequeno e a localização de sepulturas dentro da faixa de preservação permanente, nas margens dos rios.
De acordo com Cordoni, os fatos demonstraram que o cemitério é uma provável fonte contaminadora das águas superficiais e subterrâneas e precisa ter cuidados especiais com o meio ambiente. O geólogo Leziro Marques Silva, técnico da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Cetesb), concorda com a tese do promotor e diz que uma pesquisa demonstrou que 75% dos cemitérios municipais do País e 25% dos cemitérios particulares poluem o meio ambiente. (L.P.)





