Promotoria Pública vai tentar conciliação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de junho de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
A Promotoria Pública de Marialva vai tentar uma conciliação entre a professora de português Rosangêla Dalamolle - filha do agricultor Pedro Dalamolle - e os pais de alunos do Colégio Estadual Silvério Bittencourt. Eles apresentaram queixas à polícia contra os dois. Rosângela foi acusada pelos alunos do colégio de maus-tratos e ataques verbais e transferida para outro colégio pelo Núcleo Regional de Educação.
O processo policial chegou ontem ao Fórum de Marialva. Caso não haja conciliação, o processo será transformado em ação penal. As cinco queixas contra os Dalamolle foram registradas na semana passada.
A mãe de aluna Maria José Buzzo disse à polícia que o pai da professora a chamou de vagabunda na porta do colégio. As mães de alunos Osnete Aparecida Moraes e Cleonice da Cruz Hito confirmaram a queixa.
Segundo queixa feita pelo pai de aluna Paulo Angeli, Pedro Dalamolle jogou o carro dele em cima dos estudantes na semana passada. A filha de Angeli estava em meio aos estudantes. Já o pai de aluno José Evaldo Feitosa disse aos policiais que um carro, dirigido por desconhecido e a mando de Pedro Dalamolle está perseguindo sua filha pela cidade.
Todas as crianças, com média de 12 anos de idade, eram alunas de Rosângela no Bittencourt. No colégio, a diretora Leonilda Vignotti e todas as outras professoras estão proibidas de falar sobre o assunto à imprensa.
A diretora diz que a proibição partiu do Núcleo Regional de Educação. Durante o tumulto que ocorreu semana passada, até um policial armado de metralhadora entrou no colégio.
O assessor jurídico do Núcleo de Educação, Cláudio Palmeira, disse desconhecer a proibição. Este assunto já está resolvido. A professora Rosângela foi transferida para o Colégio Estadual Romário Martins, também de Marialva, e já começou a dar aulas lá, disse Palmeira.
No Romário Martins, a diretora Helena Petruci Bonifácio desmente Palmeira. Ela não está dando aulas de Português aqui porque já temos uma professora da matéria. Ela veio transferida para cá e como não havia vagas a coloquei como supervisora. Ela deveria ter começado a trabalhar desde a última terça-feira, mas até hoje não apareceu no colégio.


