Maurício Borges
de Apucarana
O Ministério Público poderá pedir nas próximas horas a interdição do Hospital Municipal de Marilândia do Sul (30 km ao sul de Apucarana) sob a justificativa de que a estrutura é deficiente e que havia um falso médico clinicando há oito meses no local. A promotora Suzana Feitosa de Lacerda requereu ontem à 16ª Regional de Saúde (Apucarana), num prazo máximo de 48 horas, uma vistoria nas instalações e condições de funcionamento do hospital.
Sexta-feira, de posse de um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Angelo Henrique Ribeiro, a promotora, acompanhada de um oficial de justiça e policiais, percorreu todas instalações do hospital para averiguar uma denúncia de exercício ilegal da profissão de médico.
No inquérito instaurado pelo delegado Odair Cordeiro, foram juntados documentos assinados pelo suposto médico Nelson Menoger, que desapareceu da cidade. No Conselho Regional de Medicina o Ministério Público foi informado que não havia ninguém credenciado com este nome.
Ontem o delegado Odair Cordeiro descobriu que falso médico estava utilizando o número do CRM do médico pediatra Nelson de Freitas Reis, que presta serviços à Secretaria de Saúde de Maringá e já trabalhou em Marilândia.
O médico Carlos José Freire, chefe da 16ª RS, não quis falar sobre o Hospital Municipal de Marilândia do Sul. Ele limitou-se a dizer que ainda não recebeu qualquer pedido da promotoria. Ele disse que a cada 90 dias todos hospitais da região são vistoriados.

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