Promotoria pediu prisão preventiva de Cavalcanti
Albari RosaCavalcanti: eles só entendem a linguagem da forçaEmbora afirme que não existe lei em Rasgadinho, o fazendeiro Sérgio Cavalcanti esteve próximo de ser preso por causa das agressões físicas e ameaças aos moradores da vila. Contra ele existe desde março deste ano, um pedido de prisão preventiva assinado pelo promotor de Guaratuba, Lucilio de Held Junior. Além deste, consta outro documento que pede identificação e prisão dos capangas do fazendeiro. Após oito meses, a Justiça da cidade ainda não se pronunciou sobre os pedidos.
Sérgio Cavalcanti também já foi autuado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). De acordo com o coordenador de fiscalização do IAP, Roberto Satiro dos Santos, o fazendeiro já foi autuado várias vezes por corte ilegal de mata nativa, crime que Cavalcanti diz estar sendo cometido pelos posseiros.
O promotor de Justiça acredita que a demora do juiz de Guaratuba tem relação com notícias de um possível acordo entre as partes - feito em setembro e não cumprido - e de uma situação sui generis vivida pela cidade: a troca de juízes. Segundo ele, os juízes substitutos que ocuparam o cargo neste ano estavam em começo de carreira, tinham pouco preparo e receberam pilhas de processos acumulados.
Na análise de Held Junior, a briga tem de um lado uma comunidade que está já há um bom tempo no local e de outro um grande proprietário de terra interessado em ampliar seu próprio domínio. É um contra-senso que, num País de dimensões continentais, pessoas briguem por terra, opina. Para ele, o que move a questão é a ambição.
O promotor diz não ter ficado sabendo das agressões contra Margarida, que ele considera muito graves. Para Held Junior, as dificuldades de acesso não servem de justificativa para o delegado não atender as ocorrências na vila. Isso não é desculpa. Ele pode pedir reforços de Paranaguá e da Guarda Costeira, afirma.





