Marcos NegriniObra da Usina do Conhecimento, sem relatório para avaliar impactoO Ministério Público de Maringá quer um relatório da prefeitura informando sobre o impacto ambiental que a obra da Usina do Conhecimento pode causar na reserva do Bosque 2, que tem 59,4 hectares. A área é considerada de preservação permanente. Em setembro do ano passado a prefeitura conseguiu aprovar um projeto na Câmara alterando o Plano Diretor de Maringá, que até então não permitia nenhum tipo de obra dentro das reservas florestais do município.
O procurador-geral do município, Otávio Salvadori, disse ontem que a área onde está sendo construída a Usina, de 3,6 mil metros quadrados, é uma clareira que existe há quase 40 anos onde estava instalada a casa de um funcionário da prefeitura. ‘‘Em hipótese alguma permitiríamos que o projeto ocupasse áreas onde existe mata nativa’’, disse.
Pelo projeto, a Usina será construída com recursos do governo federal e equipada pelo Estado. Durante dois anos o governo estadual vai administrar o local, que depois desse período será entregue ao município.
Segundo Salvadori, uma das exigências do Estado para construir a Usina era que a obra ficasse dentro de uma reserva florestal da cidade. Ele explica que a intenção do projeto é desenvolver atividades com estudantes da cidade, principalmente na área de educação ambiental. ‘‘Por isso a preferência da Usina dentro do Bosque 2’’, informou. O procurador acha ainda que a utilização da clareira dentro da reserva para abrigar a obra foi a melhor saída. ‘‘Poderíamos recompor a área, mas o Estado queria a Usina ali’’ explicou.
Ele acredita que a reserva só tem a ganhar com a instalação da Usina. ‘‘O local será sempre frequentado por estudantes e vigiado fora dos horários de atividade, garantindo a segurança de parte da mata’’.

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