Promotoria pede quebra de sigilo em caso de estelionato
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quinta-feira, 12 de março de 1998
Paulo Ubiratan 
O promotor da 3ª Vara Criminal de Londrina, Sérgio Corrêa Siqueira, solicitou quebra de sigilo bancário de todos os envolvidos no maior golpe de estelionato praticado na Cidade, cujos prejuízos podem alcançar mais de R$ 500 mil. As compras foram feitas a prazo e a maioria da vítimas ainda não procurou a polícia. O promotor já denunciou os supostos responsáveis pelo golpe: Paulo Roberto Georg, 32 anos, Eci Francisca Guilherme Reis, 24 anos, e Fátima Aparecida de Souza, 27 anos. Paulo usa também o nome de Celso Luis Berter. Com essa identidade, ele comprou mercadorias valiadas em R$ 25 mil com cheques roubados da agropecuária Santa Rosa, de São Paulo. Ele está preso em Rolândia, denunciado pelo crime de depositário infiel.
Segundo Sérgio Siqueira, eles aplicavam os golpes usando cheques roubados, cheques sem fundos e documentos falsos. Somente em uma conta, que abriram no banco Itaú, eles emitiram 114 cheques sem fundos em dois meses. Os golpes começaram em novembro do ano passado.
As investigações e o inquérito policial foram presididos pela delegada do 6º Distrito Policial, Valdete Testone. A delegada solicitou a prisão preventiva de Eci e Fátima. À polícia, elas disseram que foram induzidas a praticar os golpes. Paulo é muito charmoso e tem boa conversa. Eu e Fátima casualmente o conhecemos e no primeiro dia ele nos convidou para sair. Fomos vítimas de nossa ignorância e do charme do bandido, contou Eci. De acordo com boletim de ocorrência de 15 de dezembro, Fátima sofreu um assalto e levou um tiro no pé direito. O assalto teria sido praticado a mando de Paulo, com a finalidade de roubar um carro de Fátima. A polícia concluiu que eles praticavam os golpes em conjunto, mas não se respeitavam.
As duas mulheres possuíam documentos falsos, arranjados por Paulo. Ele conseguia certidões de nascimentos. A partir desses documentos, elas tiravam carteiras de identidade, CPFs e carteiras de trabalho. Fátima contou que não teve muito trabalho para abrir conta no Itaú. Ela afirma que os cheques roubados foram comprados em São Paulo. Um cheque do Banco do Brasil chegava a valer R$ 50,00. De bancos menores, não chegavam a R$ 5,00.


