Promotoria pede pena máxima no caso Leriel
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quarta-feira, 04 de setembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A promotora de Justiça Cláudia Tonetti Biazus apresentou ontem denúncia para a 1 Vara Criminal do Fórum de Cascavel, no caso do abandono da menina Leriel Erika Kalandra Lima, de 1 ano e 2 meses, e do assassinato seguido de ocultação do cadáver de Leandra Pimentel, 18 anos, mãe da criança. A promotora pediu pena máxima para os acusados Élio Ferreira Telles, 30 anos, pai da Leriel, e Lindomar Zeni da Silva, 19 anos, funcionário dele, que receberia R$ 1 mil para matar Leandra. O crime aconteceu em 8 de agosto.
Agora cabe ao juiz Moacir Dala Costa acatar a denúncia e dar prosseguimento ao processo. Élio Ferreira Telles e Lindomar Zeni da Silva estão presos desde 16 de agosto. Eles vão responder por homicídio, ocultação de cadáver e abandono de incapaz. Os agravantes devem levar os acusados a pena máxima de 30 anos de prisão em regime fechado.
No inquérito policial, Élio Ferreira Telles, suposto pai da criança que foi abandonada na periferia de Cascavel, diz que conheceu Leandra há três anos e manteve apenas duas relações sexuais com ela. A moça teria engravidado e cobrado dele o reconhecimento da paternidade, além de uma pensão alimentícia. Segundo Élio, foi Lindomar quem o procurou na noite de 7 de agosto junto com Leandra e pediu para que os trouxesse a Cascavel.
Élio afirmou ainda que pouco antes de chegar a Cascavel o seu funcionário pediu para que entrasse em uma estrada rural para que pudesse esticar as pernas. Ele disse que parou e em seguida Lindomar matou a sua amante com canivetadas no pescoço e golpes de pá.
Já Lindomar Zeni contou à polícia que foi o próprio Élio que desferiu os primeiros dois golpes de canivete na vítima e só depois de receber a proposta de R$ 1 mil pegou a pá e bateu em Leandra, que desmaiou. Com ela caída, usou o canivete para ''acabar com o serviço''.
Além da violência, o que causou comoção foi o fato da criança ser abandonada pelo próprio pai. Leriel foi reconhecida pela avó materna Leonilda Pimentel em imagens veiculadas por um telejornal, quando já fazia oito dias que a criança estava em um abrigo. Após a elucidação do caso, a avó conseguiu a guarda provisória da menina.


