Ao completar quase um ano do acidente com três operários na fábrica da Companhia Cacique de Café Solúvel, Avenida Tiradentes (Zona Oeste), em que dois deles morreram e o sobrevivente teve queimaduras de segundo e terceiro graus, o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais e de Saúde, Paulo Tavares, ouvirá hoje, às 14 horas, na 4Vara Cível, algumas testemunhas.
O acidente aconteceu na tarde do dia 15 de outubro de 2003. O Ministério Público (MP) assumiu o inquérito para agilizar as investigações. Nem bem o trabalho foi concluído, um outro inquérito apura a explosão de grandes proporções provocada pela ruptura de uma das colunas extratoras da mesma fábrica, ocorrida no dia 13 deste mês.
O primeiro acidente resultou nas mortes do mecânico Aparecido Francisco Alves, 34 anos, e do projetista Franklin de Oliveira Gomes, 68 anos. Tavares ouvirá funcionários da Cacique e o sobrevivente, Leandro Moreira Blanco, 21 anos, que teve queimaduras de segundo e terceiro graus.
O prazo para a conclusão do inquérito está terminando. Tavares deve pedir mais 15 dias para a apuração.

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