Maringá - O promotor Fuad Chasic Abi Farag, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, abriu inquérito para investigar a denúncia de desvio de aproximadamente R$ 50 mil da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A própria reitora da instituição, Neusa Altoé confirmou ontem que solicitou abertura de uma sindicância para apurar os fatos.
O desvio foi denunciado por um funcionário exonerado do cargo de confiança, acusado de ser um dos beneficiados do esquema. O funcionário trabalhava na Coordenação de Mestrado em Educação da UEM. Ele foi apontado como o principal responsável pelo desaparecimento de R$ 18 mil de uma conta bancária da Coordenação. Afastado do cargo, o servidor teria denunciado que o esquema de desvio de dinheiro do departamento estava acontecendo desde 1998.
O dinheiro desviado é referente a cobrança de inscrições para os cursos de mestrado da UEM. A denúncia do funcionário, exonerado na terça-feira da semana passada, só veio à público anteontem, após o arrombamento da Secretaria da Coordenação de Mestrado em Educação. A sala foi revirada e vários documentos ficaram espalhados pelo chão. Diante da revolta dos funcionários do departamento, a reitora, que já havia sido comunicada sobre a denúncia do desvio na semana passada, se posicionou ontem, sobre o caso.
A reitora confirmou que os responsáveis pela Coordenação de Mestrado, em 1998, movimentavam uma conta particular do HSBC. Segundo Neusa Altoé, as denúncias foram repassadas para a Procuradoria Jurídica da UEM para decidir se abre uma sindicância ou um processo administrativo. ''Se houve os desvios, o dinheiro terá que ser devolvido e os envolvidos punidos'', disse.

mockup