O promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, abriu ontem procedimento administrativo - equivalente a inquérito policial - para investigar a situação do setor de segurança pública na cidade, alvo de sérias críticas de entidades locais.
Ainda ontem, Tavares enviou ofício solicitando informações urgentes ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, ao comandante interino do 5º Batalhão da Polícia Militar (PM), Manoel da Cruz Neto, ao médico-chefe do Instituto Médico Legal (IML), Antonio Carlos Queiroz, e ao secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto.
O representante do Ministério Público explica que deseja saber, com precisão, qual é o efetivo das duas polícias, quantos destes policiais exercem as funções para as quais foram contratatos e treinados, quantos estão em disfunção, qual é a estrutura logística - aí incluídas viaturas e outros equipamentos - da PC, da PM, e do IML.
Da Secretaria Estadual de Obras, Paulo Tavares quer informações sobre o andamento da construção da nova Cadeia Pública, iniciada em agosto do ano passado e que estaria em ritmo muito lento por falta de verbas. ‘‘Estamos muito preocupados com a grave situação da segurança pública em Londrina. Queremos que as autoridades responsáveis por ela coloquem no papel os problemas e as soluções que estão sendo tomadas.’’
O promotor prepara também visitas aos órgãos de segurança para os próximos dias. ‘‘Com base nas respostas que obtiver, estudarei a possibilidade da instauração de uma ação civil pública contra o Estado, responsabilizando-o pela insegurança reinante na cidade’’, afirma Tavares. Ele explica que a solicitação de providências ao Ministério Público foi feita pelo advogado João dos Santos Gomes Filho, em nome do Conselho Comunitário de Segurança. O advogado integra ainda o fórum de aproximadamente 40 entidades que recentemente reivindicou a demissão do secretário estadual de Segurança, Cândido Martins de Oliveira.
O presidente da Subseção da OAB de Londrina, Adyr Sebastião Ferreira, vai estar hoje em Curitiba mantendo contato com o chefe da Casa Civil do governo Lerner, Pretextato Taborda. ‘‘Temos apenas um terço do pessoal e dos equipamentos necessários para que a Polícia Civil funcione adequadamente em Londrina. A situação é caótica. Vamos ao governo mostrar esta preocupação e reafirmar a nossa reivindicação de melhoria, que já é antiga.’’

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