Promotoria é acusada de segurar caso do teleférico
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sábado, 03 de janeiro de 1998
Curitibs 
O empresário David Fagundes deve entrar, na próxima segunda-feira, com uma ação no Tribunal de Justiça solicitando a reabertura do Teleférico de Matinhos, interditado há três anos por causa de um acidente que matou três pessoas. Fagundes diz que tem sido vítima de uma perseguição e acusa a promotoria pública de segurar o processo. Ele reclama que gastou tudo o que tinha para fazer a manutenção do teléferico e considera que esta pode ser a última tentativa de reabri-lo.
O acidente do teleférico aconteceu na noite de nove de janeiro de 95, deixando três mortos e três feridos. A primeira perícia realizada demonstrou que houve falhas de manutenção e operação do equipamento. Depois de obras de recuperação, o teleférico foi reaberto em janeiro do ano passado, mas depois de quatro dias voltou a ser interditado. Um novo laudo indicou que o equipamento estava em condições de uso, mas segundo Fagundes a promotoria ignorou o documento.
O empresário argumenta que o acidente aconteceu por sabotagem e que a primeira perícia foi feita depois de um período de dez meses em que ele estava impedido pela própria Justiça de fazer a manutenção dos equipamentos. Em 96, Fagundes conseguiu a autorização judicial para as obras de recuperação do teleférico, mas reclama que, mesmo com um segundo laudo pericial, não conseguiu autorização da promotoria.
Segundo o empresário, o teleférico está em condições de voltar a funcionar a qualquer momento. Como a ação que vai ser impetrada por seu advogado, Maurício Vieira, é numa instância superior, Fagundes espera ter mais chances de ganhar desta vez. Se isso não acontecer ele pensa em desistir porque já vendeu todas as suas propriedades e diz não ter mais dinheiro para investir na manutenção do teleférico.(M.K.)


