A Promotoria Pública de Guarapuava afirma ter provas suficientes para condenar a freira Anilse Terezinha Bianchini por adoção irregular, coação de testemunhas e tortura de crianças. Ontem, outras cinco pessoas foram ouvidas pela juíza Flávia Viana Teixeira, que acabou transferindo seis dos depoimentos para amanhã. A promotora Lucimara Rocha Ernlund garante que os relatos caracterizaram, com detalhes, as acusações de maus-tratos, coação de testemunhas e adoção irregular.
De acordo com a promotora, as testemunhas contaram com detalhes casos de
maus-tratos, citando inclusive os nomes das crianças. Segundo Lucimara, uma dos depoentes presenciou uma das agressões que aconteciam, quase sempre, na sala de costura, onde ela trabalhava. ‘‘Apesar de estarmos falando em maus-tratos é bom lembrar que na denúncia consta o termo tortura, que é o que temos verificado, já que as crianças foram submetidas a sofrimentos físicos e mentais graves’’, ressalta.
A promotora afirma ter provas concretas de coação no curso de processo e de adoção irregular. Além de irmã Anilse, outras sete pessoas devem ser incriminadas: os casais Altevir e Judite Zanela Supldaro, Valdecor e Ana Neusa Lopes Pieretto, José e Marlene Aparecida Belo e Casturina de Lara da Silva. As famílias que adotaram as crianças também serão penalizados.
Conforme a promotora Lucimara Ernlund, a freira tem chances de ganhar a liberdade já na próxima semana. ‘‘Como ela foi presa por estar atrapalhando a instrução do processo, ao acabarem os depoimentos da acusação desaparece o argumento que motivou a prisão’’, comentou. A juíza Flávia Teixeira marcou para amanhã, a continuação da tomada dos depoimentos das testemunhas de acusação, quando a juíza titular da 1ª Vara Criminal, Carmen Silvana Zolandeck Mondin, reassume o cargo. Só depois é que começarão a ser ouvidas as testemunhas da defesa.

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