Promotoria convoca 23 cemitérios
A precariedade dos cemitérios da Região Metropolitana de Curitiba será assunto de debate no dia 7 de outubro na Secretaria Estadual da Saúde. A discussão com representantes dos 23 cemitérios existentes na região foi convocada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio-Ambiente do Paraná, que investiga indícios de contaminação de rios e do lençol freático. No domingo, a Folha mostrou a situação de risco ao meio-ambiente verificada em quatro cemitérios que estão sendo fiscalizados pelo Ministério Público.
O promotor de Justiça do Meio-Ambiente Sérgio Luiz Cordoni disse que a finalidade do debate de outubro é alertar os responsáveis pela administração de cemitérios públicos e particulares sobre as normas sanitárias que devem ser cumpridas. A promotoria deve estender o trabalho de fiscalização para outros cemitérios.
Uma nova vistoria será realizada no cemitério municipal do bairro Santa Cândida, onde sepultamentos de indigentes estavam ocorrendo numa parte do terreno onde o lençol freático está a apenas 1,20 metro da superfície.
Além do caso de Santa Cândida, o cemitério Parque Senhor do Bonfim, em São José dos Pinhais, também foi alvo da vistoria que constatou a existência de despejo das águas que correm, pelo cemitério, diretamente para o Rio Pequeno. O Ministério Público ingressou no Fórum do município com uma ação civil contra os proprietários do cemitério, acusados de degradar o meio-ambiente.
Segundo o promotor Sérgio Cordoni, a intenção é firmar um termo de compromisso geral com os representantes dos 23 cemitérios. O acordo seria uma garantia para que reformas e melhorias sejam promovidas para evitar qualquer tipo de contaminação.
O diretor do Departamento de Serviços Especiais da Secretaria do Meio-Ambiente de Curitiba, Paulo Polatti, disse que a Prefeitura é responsável pela fiscalização dos cemitérios. No entanto, Polatti atribui parte dessa responsabilidade aos proprietários dos cemitérios particulares.
Fiscalizamos os registros e assentamentos, mas as entidades que mantêm os cemitérios particulares é que devem zelar por eles também, disse Polatti. O que torna o trabalho de fiscalização mais complicado, segundo ele, são os túmulos de parentes que as famílias abandonam. Temos muitas dificuldades, pois muitas famílias sepultam seus parentes e se mudam de cidade, exemplificou.Albari RosaCaixão usado para translado de corpos abandonado em valeta do Cemitério Municipal de Santa CândidaDimitri do Valle





