Promotoria cobra criatividade
A solução para o dilema dos menores infratores que têm dificuldade para obter vaga em escolas públicas depende da criatividade dos diretores das próprias instituições de ensino. A opinião é da promotora da Vara da Infância e da Juventude, Édina Maria Silva de Paula. E o problema, para ela, é resultado da ''total perda de referencial'' dos adolescentes de hoje em dia.
''São jovens que não sabem conviver em escola, em família, em sociedade. Não posso obrigar as escolas a receber esse tipo de adolescente. Mas o fato é que as escolas não são preparadas para receber esses jovens'', reconhece Édina.
Ela não exime as famílias de responsabilidade. Pelo contrário. Ela acredita que o limite deve ser estabelecido pelo pai e pela mãe. Outro problema apontado pela promotora é que, por lei, não é permitida a segregação dos adolescentes infratores em escolas especiais, por exemplo.
''Cada caso deve ser resolvido pontualmente pelo Núcleo (Regional de Educação) com criatividade. As escolas de Londrina estão procurando soluções mágicas, o que não existe na prática'', aponta. A promotora, porém, reconhece que as escolas não estão preparadas para lidar com os jovens infratores.





