A Promotoria de Justiça acatou ontem denúncia contra a devastação de 4,2 milhões de metros quadrados de matas ciliares localizadas em 11 fundos de vale de Maringá. A denúncia foi feita pelo grupo Mutirão de Ação Ecológica, coordenado pelo vereador Basílio Bacarin (PSDB) e composto pelo curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), escoteiros, bombeiros, escolas de 1º e 2º graus e associações comunitárias.
O promotor de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Garantias Constitucionais João Ângelo Leonardi abriu inquérito para investigar as denúncias de poluição nos córregos Borba Gato e Mandacaru feitas pelo Mutirão de Ação Ecológica. Segundo o vereador Bacarin, dos 30 córregos de Maringá, 15 estão poluídos.
Dia 24 de maio, o Mutirão fez vistoria nos dois córregos e nos fundos de vale e constatou a devastação, que estava sendo feita também por lavanderias e postos de combustíveis. O promotor pediu à Câmara o endereço dos poluidores para que possam ser intimados a responder ao inquérito.
O secretário do Meio Ambiente Hamílton Cardoso adiantou que a prefeitura pretende plantar mudas ao longo de 70 quilômetros (ou 4,2 milhões de m2) de córregos nos próximos três anos. Para isto, está aumentando a produção de mudas de plantas nativas, que atualmente é de 5 mil por mês. Para plantar toda a área de matas ciliares devastadas será necessário, pelo menos, triplicar essa produção. A Secretaria Municipal de Agricultura, avisou Cardoso, também vai ajudar produzindo mais mudas nativas.
Horto Florestal O secretário estadual do Meio Ambiente Hitoshi Nakamura está negociando pessoalmente a cessão do Horto Florestal de Maringá, de propriedade da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, para a Universidade Estadual de Maringá (UEM). A informação é do secretário Hamílton Cardoso.
A tranferência é negociada desde o ano passado. Cardoso acredita que a intervenção do secretário Nakamura poderá resolver o problema. Hoje o Horto está completamente abandonado.

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