Promotoria apressa júri de acusado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de novembro de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
A promotoria de Justiça da 1ª Vara Criminal de Londrina está concluindo o inquérito para levar a júri popular ainda este ano Rubens Mendes de Queiroz, acusado de ter assassinado Cristian Cesar Moretto e a mulher, Luciana da Silva. Queiroz foi preso no dia 31 de outubro em Mogi das Cruzes (SP) e recambiado para a Prisão Provisória de Londrina (PPL) na quarta-feira.
Cristian foi baleado no dia 12 de julho de 1996 numa lanchonete da Vila Siam (zona leste). O rapaz morreu nove meses depois, devido às complicações do ferimento. Luciana da Silva era mulher de Rubens e teria sido o pivô do assassinato de Cristian. Ela foi morta por Queiroz em julho de 1998.
O promotor Miguel Jorge Sogaiar informou que, em relação ao processo da morte de Cristian, foi solicitada a prisão preventiva de Queiroz neste caso, ele respondia o processo em liberdade. Além da preventiva, Sogaiar pediu que o juiz requisitasse a fita de vídeo da tumultuada chegada do acusado a Londrina, quando agrediu jornalistas, e cópia do programa Linha Direta, da Rede Globo, que simulou os crimes e ouviu várias testemunhas. Vamos usar estes documentos durante o julgamento, assegurou o promotor.
Por enquanto, somente o irmão de Rubens Queiroz, Joel Mendes de Queiroz, indiciado como co-autor do homicídio de Cristian, pode ser levado a júri popular em breve, já que o processo está praticamente pronto. Joel respondeu em liberdade. A intenção do promotor é agilizar a pronúncia de Rubens para levar os dois irmãos a julgamento no mesmo dia, talvez em dezembro ou fevereiro.
No caso de Luciana da Silva, o processo vai demorar um pouco mais. Miguel Sogaiar entregou ontem as alegações finais do processo. Rubens deve responder por homicídio duplamente qualificado, que cabe pena de 12 a 30 anos em cada um dos crimes.


