O Ministério Público, auxiliado pelas polícias Militar, Federal e Prefeitura de Guarapuava, já retirou das ruas 20 máquinas caça-níqueis em uma série de operações realizadas no centro e na periferia da cidade. Na tarde de anteontem foi apreendida uma máquina que funcionava em uma lanchonete no Jardim Pinheirinho.
A proprietária do estabelecimento, Clara Sieski, 44 anos, responderá por exploração de jogo de azar, considerado contravenção penal. Todas as máquinas estão na delegacia da Polícia Federal para perícia.
De acordo com o promotor Diego Fernandes Dourado, a caçada às máquinas começou no final de julho, depois que laudos do Instituto de Criminalística de Londrina que certificavam as máquinas como de jogos de diversão eletrônica e não de azar começaram a ser questionados pelo Ministério Público.
''Estudos comprovaram que os laudos não legalizavam as máquinas ou o jogo e que só tinham efeito na esfera cível'', explica o promotor. As máquinas passaram a ser apreendidas e os proprietários autuados. Na primeira operação, 17 caça-níqueis foram apreendidos. Em agosto, outros dois foram recolhidos.
Segundo o promotor, as máquinas passarão por nova perícia e, se for comprovado uso como jogo de azar, serão confiscadas. A promotoria aproveita o inquérito para apurar a existência de crimes de contrabando, sonegação fiscal e formação de quadrilha por trás do funcionamento dos caça-níqueis.

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