Promotoria acusa motivo torpe
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quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Londrina 
A professora Lúcia Duarte Monteiro Mantovani, 37 anos, que matou em 18 de abril deste ano o vendedor Osvaldo Proni, foi denunciada ontem por homicídio qualificado pelo promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Yassaka. A promotoria qualificou o crime sob argumento de que foi praticado por motivo torpe e a vítima foi morta de surpresa, sem chance de defesa.
A denúncia foi encaminhada ao juiz Jurandir Reis Junior, que deverá acatá-las ou não. Caso o juiz acate a denúncia, a professora deverá ser ouvida por ele este mês ou no início de outubro. A acusada responde o processo em liberdade porque não foi presa em flagrante e não teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça.
O crime ocorreu pela manhã, em frente ao prédio onde Osvaldo Proni residia, na rua Manaus, 120 (zona central). Lúcia disparou quatro tiros e fugiu, vindo a se apresentar à polícia cinco dias depois. A vítima teve um caso amororso com a professora durante três anos e depois resolveu romper o relacionamento. Segundo os familiares do vendedor, Lúcia constantemente fazia ameaças de morte a ele. O filho da vítima, Paulo Henrique, contou que logo após o rompimento do casal a professora mandava muitos presentes ao pai, mas depois começou a agredi-lo vendo que não havia mais possibilidade de reatar o romance.
Conforme testemunhas, no dia do crime a professora interfonou duas vezes para o apartamento de Proni, exigindo que ele fosse até a frente do prédio para conversar com ela. O casal teria ido para atrás de um muro e, após uns minutos, foram disparados os tiros. Lúcia foi vista fugindo em um carro que havia deixado estacionado nas proximidades do prédio. Se for condenada por homicídio qualificado, a acusada poderá pegar uma pena de 12 a 30 anos de reclusão.


