Promotoria abre inquérito civil contra empresa
Lucilia Okamura
De Londrina
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, instaurou ontem um inquérito civil público contra a empresa de fiação têxtil Carambeí, acusada de lançar dejetos que poluem o Ribeirão Cambezinho. Segundo a promotora, a ação pode resultar na interdição parcial das atividades da empresa - aquelas relacionadas ao rami que causam a poluição do ribeirão.
Maria Lúcia respondeu às afirmações do empresário José Carlos Tibúrcio, de que a sua prisão, anteontem, foi injusta e precipitada. Precipitado foi ele (a empresa) de lançar efluentes no ribeirão, disse. Ela avisou ainda que se continuarem lançando dejetos, outras prisões podem ocorrer.
Ainda de acordo com Maria Lúcia, a prisão do empresário foi legal, já que aconteceu na presença de testemunhas (técnicos do Instituto Ambiental do Paraná) e houve o flagrante. Ele se apresentou e agiu como o responsável pela empresa, citou. Ela informou que quando fez a visita à Carambeí, esperava que o despejo de dejetos tivesse cessado, já que a empresa havia sido autuada anteriormente após uma mortandade de peixes, ocorrida no final de junho.





