Os promotores criminais Vani Antonio Bueno e Rosângela Gaspari, de Curitiba, concluíram ontem à tarde que, em dois casos investigados, policiais civis de Londrina cometeram crime de prevaricação, ao deixarem de autuar em flagrante dois ladrões presos pela Polícia Militar. As denúncias foram formuladas pelo promotor da 3ª Vara Criminal, Sérgio Correia, que durante seu plantão no Fórum constatou, através de documentos, que os policiais militares estavam prendendo pessoas em flagrante que eram soltas por policiais civis após serem levadas a delegacias. Segundo Siqueira, foram escolhidos 11 casos em que os acusados deveriam ser autuados em flagrante e não foram.
Conforme a Folha apurou ontem, o primeiro caso de prevaricação ocorreu no manhã do dia 20 de agosto, quando o acusado F.R.T. furtou uma bolsa no Colégio Vicente Rijo, levando cheques e outros objetos da vítima, que não quis ser identificada. À noite, ele foi preso por seguranças do Catuaí Shopping Center, quando tentava passar os cheques em lojas daquele local. Os seguranças entregaram F.R.T. à Polícia Militar, que o encaminhou aos plantonistas da 10ª Subdivisão Policial (SDP). Os policiais civis apenas abriram inquérito policial e o libertaram.
O outro caso provado de prevaricação policial ocorreu com a prisão de I.W.B., preso em flagrante com uma motocicleta furtada. Ele foi detido pela PM e levado à 10ª SDP, ouvido e depois solto, sem ser autuado em flagrante, como deveria ser o procedimento correto dos policiais. I.W.B. responde processo por furto.

Bueno e Rosângela Gaspari voltam hoje para Curitiba. Os outros nove casos em que há suspeita de prevaricação serão investigados por promotores londrinenses.

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