Érika Pelegrino
De Londrina
A tarde de ontem foi agitada na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina. O motivo foi a visita do promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, e de Cláudio Esteves, da Promotoria de Investigações Criminais. A Comurb, a exemplo da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), está sendo investigada por irregularidades em processos licitatórios, que podem ter sido superfaturados. Entre eles, há a suspeita de fraudes em contratos com a empresa Tâmara Serviços Técnicos Ltda. e Principal Vigilância, de Londrina.
Bruno Galatti e Claudio Esteves foram recebidos pelo gerente-administrativo da companhia, João Batista. Tanto os promotores quanto a assessoria de imprensa da Comurb mantiveram a visita em tom de mistério, sem dar informações sobre o assunto.
A assessoria de imprensa da Comurb tentou despistar a imprensa. Primeiro, o assessor Miguel Tanamati afirmou que os promotores não estavam mais na companhia e, em seguida, informou o lugar errado onde eles estariam.
Galatti e Esteves saíram às pressas da Comurb recusando-se a dar qualquer informação. Bruno Galatti declarou apenas que já há algum tempo vem investigando irregularidades contratuais e que está estudando cada processo licitatório da companhia.
O gerente-administrativo, João Batista, também não quis falar sobre o assunto. Mas, segundo a assessoria de imprensa da Comurb, os promotores vasculharam os documentos referentes aos processos licitatórios.

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