Representantes da procuradoria geral do Meio Ambiente, prefeitos do Consórcio Intermunicipal da Bacia do Capivara (Cibacap) e técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Central Energética de São Paulo (Cesp), sobrevoaram ontem a Represa Capivara, no Rio Paranapanema. O objetivo era avaliar a degradação ambiental da área, que é explorada pela Usina Hidrelétrica de Capivara, localizada entre Porecatu (85 km ao Norte de Londrina) e Taciba (SP).
A vistoria faz parte dos projetos de licenciamento ambiental da usina, que estão barrados na Justiça a pedido do Cibacap. Os prefeitos alegam que desde 1977, quando a usina foi instalada, a Cesp ‘‘nada fez para recuperar as áreas alagadas’’. São 40 mil hectares de área alagada do lado paranaense. Os 12 municípios do Cibacap estão reivindicando R$ 1,1 mil por hectare alagado.
Segundo o prefeito de Sertaneja, Renato Tavares (PSDB), que é presidente do Consórcio, os municípios de São Paulo são compensados. ‘‘Taciba, com 500 hectares alagados, recebe cerca de R$ 500 mil de ICMS. Nós com 10,8 mil hectares alagados recebemos R$ 38 mil’’, comparou o prefeito de Primeiro de Maio, Paulo Tódero (PSDB).
A promotora de Porecatu, Marcela Marinho Rodrigues, que está atuando no caso, juntamente com a geógrafa do Ibama, Neuza Maria Emídio, avaliaram que a área está realmente degradada. ‘‘Não existe mata ciliar às margens’’, afirmaram. A Cesp está empenhada em atender o pedido de reflorestamento, disse a promotora.

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