Os promotores Janderson Yassaka e Sérgio Siqueira consideram remota a possibilidade da exumação do corpo da empregada Iracema Henrique, 36 anos, encontrada morta no apartamento de seus patrões localizado no Centro de Londrina. O promotor Sérgio Siqueira disse que até se justifica o pedido de exumação por parte dos familiares da doméstica, por falta de maiores informações nos laudos de necrópsia do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística.
‘‘Apesar das primeiras evidências mostrarem que a morte de Iracema foi acidental, temos que esgotar todos os meios de provas para uma conclusão definitiva do caso. Fizemos diversos questionamentos e pedimos complementações de determinados tópicos dos laudos que nos foram apresentados pelo IML e o Instituto de Criminalística. Conforme a resposta que recebermos vamos pedir ou não a exumação do corpo’’, afirmou Sérgio Correia.
Um dos pontos questionados pelos promotores é a falta de explicação dos hematomas encontrados nos braços e nas pernas. O laudo do IML não define o que tenha provocado. Os promotores também pedem mais detalhes sobre a luxação encontrada no pescoço da vítima. De acordo com os laudos, Iracema teria sofrido fortes dores por causa de uma hemorragia provocada por uma gravidez tubária (nas trompas). Ela teria desmaiado e batido com a cabeça na parede antes de cair sobre a cama. O laudo do IML foi elaborado pelo legista Fernando Moura.
Os promotores começaram a acompanhar as investigações do caso após solicitação feita pelo Centro de Direitos Humanos de Londrina ao Procurador do Estado Gilberto Giacóia.

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