O Ministério Público do Paraná pretende apurar se o aterro sanitário da Lapa, a 71 km de Curitiba, foi instalado dentro dos parâmetros exigidos pela lei ambiental. Desde segunda-feira, o ‘lixão’ está pegando fogo, que vem sendo controlado pelo Corpo de Bombeiros de Araucária. De acordo com a promotora Leide Mara Mzocek, foram encontradas falhas, apenas numa vistoria superficial. Uma delas seria a proximidade com um rio, que está servindo para que os bombeiros possam realizar o rescaldo do incêndio, já que não existe hidrante na região. A prefeitura da cidade, porém, assegura que o aterro segue as normas exigidas pelo Instituto Ambiental do Paraná.
A promotora Leide Mara Mzocek diz que, no momento, está priorizando o controle do fogo no aterro. Desde segunda-feira à tarde, o lixão está queimando, formando cortinas de fumaça. Ontem, o capitão do Corpo de Bombeiros de Araucária, Fábio Mariano de Oliveira, informou que o fogo está sob controle. ‘‘Todos os focos superficiais foram controlados, agora o combate é junto aos subterrâneos’’, diz.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Lapa, Luiz Mazanek, a previsão é extinguir a queima subterrânea dentro de dois dias. Para isso, a prefeitura e os bombeiros estão revirando a terra, cobrindo a área onde o incêndio superficial se extingue. ‘‘A única forma de conter a queima é deixar que o fogo consuma o material combustível e o gás metano’’, informa o capitão Fábio.
A promotora Leide Mzocek afirma que depois de controlado o incêndio pretende verificar se o aterro foi implementado dentro da lei. Leide entende que existem falhas na maneira de armazenagem do lixo, que não poderia estar sendo feito a céu aberto. No entanto, o coordenador de Defesa Civil do município, Luiz Mazanek, que também é assessor do prefeito, afirma que o aterro foi criado com autorização do IAP.
Outro ponto que a promotora questiona é a proximidade de um rio. Na avaliação de Leide Mzocek, os resíduos líquidos poderiam contaminar a água. Mazanek contesta afirmando que o aterro da Lapa pode ser considerado como o ‘aterro com melhores condições ambientais do Estado’. ‘‘Para confirmar possíveis falhas, o Ministério Público deve pedir ajuda de especialistas - geólogos e engenheiros ambientais - para verificar os impactos.’’, diz. O município já foi acionado pelo Judiciário por causa de outro aterro que existia na região, a seis quilômetros de distância.

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