Promotora solicita à universidade estudo ambiental no aterro do lago
A promotora do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, vai solicitar na segunda-feira ao reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, a instalação de uma comissão multidisciplinar de professores para indicar as reais possibilidades de recuperação e preservação ambiental do aterro do Lago Igapó 2, no Jardim Maringá (região central da cidade).
Na manhã de ontem, a promotora reuniu-se no Fórum com o engenheiro agrônomo e professor da UEL, Efraim Rodrigues, que cursou doutorado na área de meio ambiente nos Estados Unidos. Segundo a promotora, a reunião foi bastante proveitosa e Rodrigues teria se colocado à disposição da Promotoria para coordenar a comissão de professores da UEL que fará o estudo ambiental para revitalização do aterro. A área aterrada tem quase 90 mil metros quadrados.
Projeto de lei do Executivo municipal, recentemente aprovado pela Câmara de Vereadores, autoriza a doação da área, através de licitação pública, à iniciativa privada para a construção de um centro de lazer, artes, cultura, esportes e turismo. Esta licitação não deve ocorrer, porque seria absurda. O próprio objeto da licitação é ilícito, tem na origem uma proibição legal. Por isto, espero que o processo não seja sequer iniciado, afirma Maria Lúcia Reichenbach.
Igual estudo sobre as possibilidades de recuperação e preservação da área será solicitada, através de ofício na próxima semana, ao escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Quero um estudo profundo e detalhado sobre o aterro. Sobre que tipo de solo ele possui e quais são os caminhos melhores, mais rápidos e baratos para a revitalização daquele espaço. A idéia é plantar várias espécies de árvores e montar naquele fundo de vale um novo parque ecológico, ressalta a promotora.
O engenheiro Rodrigues não foi localizado pela Folha na tarde de ontem. O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, informou que está pronto o memorial descritivo da área, documento necessário para o processo de licitação. Naquele aterro não nasce nenhum tipo de árvore. A saída mais aconselhável é, respeitados os 15 metros da margem do Ribeirão Cambé, liberar a área para a construção do empreendimento que o Executivo está pretendendo.Marcos BorgesPromotora do Meio Ambiente quer estudo para determinar as reais possibilidades de recuperação e preservação do aterro do Igapó 2Osmani Costa





