A promotora de Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, se declarou ''extremamente preocupada'' com a limpeza das fezes de pombas que passou a ser feita quase diariamente no Centro de Londrina, sob coordenação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Segundo ela, a lavagem das calçadas está empurrando as fezes para as galerias pluviais, que por sua vez levam a água contaminada para os corpos hídricos da cidade.
''Os índices de coliformes fecais nas águas estão sendo seriamente alterados. No caso do Centro, isso chega primeiro ao Córrego do Leme, passa pelo Lago Igapó, depois pelo Ribeirão Cambezinho e, finalmente, pode afetar o Rio Tibagi, que é o nosso manancial de abastecimento'', alerta Solange, que instaurou procedimento para investigar o problema e está solicitando um estudo técnico.
Uma possível solução para não deixar a cidade suja, diz a promotora, seria fazer um desvio da rede pluvial para a rede de esgoto. Ela ressaltou que o Poder Público deve ser o primeiro a dar exemplo de cautela na limpeza de calçadas, evitando a poluição das galerias pluviais e o desperdício de água.
O diretor de operações da CMTU, Fábio Reali, disse que a limpeza no Centro vem em socorro à saúde pública, em razão das doenças que podem ser transmitidas pelas fezes.
''A sugestão do desvio das galerias pluviais é algo a se estudar, mas por enquanto vamos continuar com a limpeza'', afirma. ''Mas acho que a medida mais inteligente ainda é o controle da população de aves, até para não termos que passar a vida toda correndo atrás de cocô de pombo''. (V.N.)

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