A promotora de justiça Swami Bonfim dos Reis disse que vai pedir a anulação do depoimento prestado ontem pelo casal homossexual Ágata Cristina Précoma, 18 anos, e Vanessa Quinterino Naves, 19 anos, à juíza de São José dos Pinhais, Marcelise Weber Lorite. Acusadas de matar a mãe, Elisabeth Villebruna, 41, e a avó de Ágata, Genoeva Précoma, 81 anos, as duas voltaram a negar o crime ontem, sob orientação do advogado Osmann de Oliveria, o mesmo que defendeu Celina e Beatriz Abagge no Caso Evandro. No primeiro depoimento elas tinham confessado.
Afirmando que foi impedida de exercer sua função, Swami Bonfim saiu da sala antes de terminar o primeiro interrogatório. A promotora estava gravando o depoimento de Ágata quando foi informada pela juíza de que o procedimento não era permitido sem a elaboração de um requerimento. Swami se recusou a fazer o documento porque entende que a ‘‘ação penal é pública’’ e, por isso, não seria necessário o requerimento. ‘‘Entendo que (a proibição) prejudicou a acusação, gerando a nulidade do interrogatório’’, disse ela. Apesar disso, os depoimentos prosseguiram.
O advogado Osmann de Oliveira disse que não acredita na anulação dos interrogatórios. ‘‘A promotoria quer ganhar no tapetão’’, disse. ‘‘Estranhamos que o Ministério Público desconfiasse dos atos da Justiça, não sabemos com que intenção’’, afirmou. Tranquilo, Oliveira afirmou que o fato de a promotora não estar presente ao interrogatório não tem importância alguma. Segundo ele, a juíza Marcelise já havia se posicionado contra a anulação. ‘‘O choro é livre, mas a audiência não será anulada’’, afirmou.
Também serão ouvidas as testemunhas de acusação e as de defesa. Oliveira disse que entrou com pedido de anulação do primeiro depoimento de Vanessa, que segundo ele teria 17 anos na data dos crimes. Para o advogado, o crime aconteceu no sábado, 30 de maio. As acusadas, porém, no primeiro depoimento afirmaram ao delegado Hormínio Lima Neto que os assassinatos ocorreram dia 31.

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