Promotora promete avaliar ação da Sanepar
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sábado, 10 de novembro de 2001
Luciano Augusto<br>De Londrina 
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, afirmou ontem que vai analisar as multas e autuações que a Sanepar sofreu em Londrina por parte da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), e só depois deverá tomar as providências cabíveis. A empresa de saneamento já foi multada sete vezes este ano por ter poluído o Lago Igapó 1 e outros cinco córregos no município.
Ela justificou que ''é difícil'' obter soluções rápidas nesses casos porque a legislação ambiental brasileira ''é muito morosa e ultrapassada''. ''As pessoas querem soluções rápidas, mas é difícil porque a Justiça têm prazos que devem ser cumpridos'', pontuou.
O gerente de operações da Sanepar, Nelson Okano, disse que os vazamentos são ''contingências'' do trabalho de esgotamento sanitário e que não é possível evitar completamente o problema. Ele garantiu que nas tubulações com maior incidência de entupimentos são feitas constantes limpezas preventivas. Mas, para Okano, muitos dos vazamentos ocorrem por causa do acúmulo de lixo nas tubulações.
Em relação ao último registro de vazamento, ocorrido terça-feira no Parque Arthur Thomaz (zona sul), o gerente da Sanepar afirmou que se tratava de uma tubulação antiga, com mais de de 10 anos, que acabou trincando e despejando detritos sólidos no Córrego Bem-Te-Vi, que passa dentro do parque. Sobre a possibilidade de retirar a tubulação do local, como quer a AMA, Nelson Okano rebateu afirmando que ''a tubulação não foi colocada à revelia e a empresa teve autorização da autarquia''.
O presidente da AMA, Luiz Eduardo Cheida, assegurou que irá brigar pela retirada das tubulações que cortam o parque, até mesmo na Justiça, através de ação criminal contra a Sanepar. ''Isso pode, deve e vai ter que ser feito, pois o parque está absolutamente desguarnecido'', completou. Para ele, a Sanepar deveria investir mais em patrulhas de fiscalização preventivas diárias, que percorreriam toda a rede. ''A empresa é capaz, mas está totalmente omissa e não tem contribuído com Londrina como a população contribui com as tarifas'', analisou.
Cheida disse ainda que na próxima reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente, no final deste mês, irá discutir a viabilidade de o conselho responsabilizar judicialmente a Sanepar pelos vazamentos.


