Promotora pede investigação à PM
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sexta-feira, 25 de abril de 1997
Lúcio Horta 
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Solange Vicentin, ouviu ontem, por volta do meio-dia, o menor J.D.F.N., baleado supostamente por um policial militar no final da tarde de anteontem. O menor chegou ao Fórum acompanhado da família.
Segundo a promotora, J.D.F.N. apresentou uma versão diferente da dos colegas para o fato. Pela nova versão, o policial se aproximou do grupo, acusou o menor de praticar um roubo e sacou o revólver. Quando o menor fez menção de fugir, levou o tiro.
A promotora acrescentou que J.D.F.N. já teve diversas passagens pela promotoria, acusado de roubo e consumo de drogas. Ela solicitou ao comando da PM a abertura de um Inquérito Policial Militar para apurar o que ocorreu e encaminhou o menor ao Instituto Médico Legal para exame de lesão corporal.
O IPM para apurar o caso, no entanto, pode não sair. Segundo o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Marino Ari Burille, apenas é aberto inquérito quando o policial está em serviço. Mas, segundo ele, nenhum policial militar com as características físicas apresentadas pelos garotos estava trabalhando naquele horário.
O menor baleado e os colegas também estiveram ontem no Batalhão, a convite do próprio comando, para explicar o que aconteceu. Burille acrescentou que o próximo passo é descobrir se o policial é do batalhão para ver se cabe ou não alguma medida disciplinar.
O delegado que preside o inquérito, Algacir Antônio Ramos, do 1º Distrito Policial, disse ontem que somente na segunda-feira deve dar encaminhamento à investigação. Até agora não recebemos nada. Só sabemos que houve um tiro e parece que foi disparado por um policial. Na segunda vamos ter noção do que aconteceu.


