Promotora pede inclusão de prova e júri é adiado
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sexta-feira, 21 de maio de 1999
Sid Sauer 
Foi adiado o julgamento do advogado João Batista Valim, que iria a júri popular ontem, em Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão). Ele é acusado de ter mandado matar o escrivão João Lazarino de Oliveira, em outubro de 1995. O pedido de adiamento foi feito pela promotora Fernanda Nagl Garcez. Ela não aceitou que o julgamento acontecesse sem a inclusão no processo de fitas cassete contendo gravações telefônicas de Valim.
As fitas contêm provas imprescindíveis e vamos brigar até o fim para que elas sejam incluídas no processo, disse ontem a promotora. Ela havia pedido há cerca de um mês que as fitas fossem anexadas ao processo, mas somente na quinta-feira o juiz Paulo Cézar Carrasco Reyes indeferiu o pedido. Ele alegou que as fitas são provas ilícitas. Fernanda, no entanto, impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça contra a decisão.
Com o pedido da promotora, a sessão de júri não chegou sequer a ser aberta. A promotora disse ontem à Folha que as fitas não são ilíticas porque foram gravadas por peritos do Instituto de Criminalística com autorização judicial.
Valim é acusado de ter mandado matar João Lazarino de Oliveira, depois que este desistiu de participar do sequestro de um empresário de Ubiratã. O acusado pela execução, Mauro dos Santos Oliveira, o Maurinho, foi condenado a 18 anos de prisão. Valim atualmente trabalha como advogado em Curitiba.


