Mesmo ressaltando o estado lastimável em que se encontra o Igapó 2, a promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, definiu o projeto de revitalização como uma ‘‘solução natural’’, que não agredirá tanto o lago. ‘‘Esperamos que a execução da obra não seja o fim, mas o início da mudança da mentalidade da população, incluindo empresários, donas-de-casa, visitantes, usuários, no sentido de preservar aquele espaço. Queremos resgatar a sanidade do ambiente como um todo e mantê-la.’’
Ewerton Cangussu, da Associação de Moradores dos Altos do Igapó, também se disse satisfeito com o projeto. ‘‘Todas as sugestões que apresentamos foram aproveitadas. Agora pretendemos fiscalizar para que passe da fase de projeto para realidade o mais breve possível’’, afirmou Cangussu. Para ele, hoje a cidade está mutilada. ‘‘Vamos resgatar uma parte da cidade que foi perdida.’’
João Batista, da ONG Patrulha das Águas, afirmou que continua tendo algumas ressalvas em relação ao projeto, mas que no geral o considera bom. ‘‘Este sistema de barragem de gabião é mais ecológico e mais barato, entre outras vantagens’’, disse.

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