Promotora fala sobre caso Cristian
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
A promotora da 1ª Vara Criminal de Londrina, Siomara Nogari, falou ontem sobre os motivos que estariam emperrando o julgamento do acusado do homicídio do estudante Cristian César Moretto, em junho de 1996. O autor do tiro que matou Cristian, Rubens Mendes Queiroz, será julgado no próximo dia 19 por outro homicídio o da esposa Luciana Duarte Filho ocorrido dois anos depois dele ter atirado contra Cristian em uma das lanchonetes mais movimentadas de Londrina. O estudante morreu meses depois devido a complicações do ferimento.
Segundo Siomara, o processo de Cristian não está parado na 1ª Vara Criminal, mas sim no Tribunal de Justiça (TJ) em Curitiba. O processo foi enviado ao TJ em cinco de dezembro de 2000 e não voltou, enquanto o caso Luciana foi para Curitiba em maio do ano passado e retornou em dezembro último, explicou a promotora, esclarecendo as dúvidas apresentadas por Nadir Figueiredo, mãe de Cristian, e publicadas ontem na Folha.
A funcionária pública Nadir Medeiros Figueiredo disse estar inconformada com a morosidade da Justiça diante da morte do filho. Ela está satisfeita com o andamento do caso Luciana, para o bem da família da moça, mas comentou que esperava mais agilidade no processo aberto por ela em abril 1997 (Cristian ficou hospitalizado nove meses antes de morrer). Sei que os casos são diferentes, mas esperava pelo menos que eles seguissem dentro de prazos próximos um do outro, disse Nadir. Apesar de tramitar em processos separados, os crimes são correlacionados pela Justiça. Cristian foi baleado em uma lanchonete na Vila Siam após cumprimentar Luciana, na época namorada de Queiroz. Eu também sou mãe e sei que é difícil esperar uma definição, mas temos que aguardar o retorno do TJ, concordou Nogari.
O acusado, que atualmente está preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), permaneceu foragido até outubro de 2000, quando foi preso em Mogi das Cruzes (SP).


