Promotora diz que não dá para fazer milagres
Ele é natural da região metropolitana, mas mora nas ruas de Londrina há 4 anos. Nesse meio tempo já foi abordado por programas assistenciais 59 vezes. Foi internado em três ocasiões e, em todas, fugiu para continuar consumindo drogas. O relato acima refere-se à curta vida de um menino de apenas 12 anos. O caso emblemático é citado pela promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, para referir-se à dificuldade de encontrar soluções para o problema dos moradores de rua.
''Infelizmente a gente não tem como fazer milagres'', diz. Para a promotora, além de organismos mais específicos para o tratamento desse público, é necessário que o assunto tenha maior inclusão na sociedade. ''Essas pessoas têm que ser tratadas como pessoas, não apenas como um problema de saúde, de segurança pública; não custa nada tratarmos deles como gente'', opina.
Opinião semelhante tem o Conselho Tutelar. ''A família, o Estado e principalmente a sociedade precisam se mobilizar'', diz o presidente do conselho, Idauto José de Almeida. Ele também aponta a inserção do problema nas políticas públicas de saúde. ''Precisamos iniciar uma grande discussão sobre dependência química'', argumenta.
No próximo dia 20, o problema será alvo de um reunião de trabalho com membros do Ministério Público, Conselho Tutelar e secretarias municipais. (A.S.)





