A promotora da vara de Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria de Paula, afirma que as críticas contra a rápida passagem de adolescentes pelo internamento, feitas tanto pela polícia, quanto pelas vítimas de roubo, ''não procedem''.
''Eles têm cumprido os 45 dias de internamento e alguns estão indo para instituições em Curitiba. Houve um caso isolado em que cinco adolescentes foram apreendidos por roubo e, como eram todos de primeira passagem e não houve violência no crime, achamos melhor libertá-los. Um deles caiu de novo'', assinala.
Édina de Paula acredita que, ao restringir o foco à questão da pena, a sociedade está se afastando da essência do problema. ''A questão não é só internar ou não. Temos projetos com adolescentes infratores em Londrina que se tornaram referência para outros estados'', diz.
''Mas é duro esperar que eles cheguem numa situação de máxima gravidade para que haja um trabalho. Tinha que haver investimentos sociais, suporte para a família lá embaixo, quando o menino comete o primeiro furto'', argumenta. (V.N.)

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