O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, retornou ontem de férias e já iniciou o trabalho de investigação dos motivos que levaram à falta de leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) do município. Ele pretende conversar pessoalmente com diretores dos hospitais e representantes do município e do Estado para encontrar uma solução para o problema. O promotor não descartou a possibilidade de utilizar meios judiciais para garantir à população segurança na procura por atendimento médico.
Tavares explicou que vai instaurar um procedimento administrativo e estará, a partir de segunda-feira, visitando as instituições que possuem leitos de UTI para identificar as maiores dificuldades encontradas por elas. Ele completou que o problema da saúde pública, em Londrina, precisa de uma solução a ''curtíssimo prazo''. ''Vamos buscar sugestões para resolver a questão. Não podemos ficar esperando, enquanto outras pessoas morrem'', ressaltou.
No caso da falta de leitos persistir, o promotor adiantou que não está descartada a possibilidade do Ministério Público (MP) entrar com um mandado de segurança para garantir o atendimento. ''A população precisa se sentir assistida'', frisou Tavares.
O presidente do sindicato dos estabelecimentos de Saúde de Londrina e diretor do Hospital Evangélico, Antônio Carlos Ribeiro, considerou positiva a iniciativa do promotor de visitar os hospitais, por considerar que sua experiência pode ser fundamental no processo de erradicação do problema. Segundo Ribeiro, o promotor pode acionar o Estado para que cumpra a Emenda Constitucional 29, que determina o investimento de 110,75% do orçamento na saúde neste ano.
Enquanto não se chega a uma solução, os hospitais continuam tomando medidas para desafogar as UTIs. O Hospital Universitário (HU) vem remarcando cirurgias eletivas, que não colocam em risco a vida do paciente. Ontem à tarde, três pacientes da região de Londrina aguardavam na Central de Leitos por uma vaga em unidade de emergência.

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