Promotor visita três hospitais
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terça-feira, 05 de agosto de 2003
Adriana Savicki e Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, visitou ontem instituições que possuem Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante as visitas, realizadas no Hospital Evangélico, Hospital Universitário (HU) e Santa Casa, o promotor questionou diretores e ouviu sugestões sobre o funcionamento do sistema. O objetivo é elaborar propostas para melhoria do serviço. Contudo, o maior questionamento da Promotoria, a demanda reprimida de vagas, continua uma incógnita. Desde o início do ano, 95 pessoas morreram na macrorregião de Londrina à espera de uma vaga nas unidades.
O conhecimento da demanda, segundo o promotor, é fundamental para que o Ministério Público venha, futuramente, entrar com ações judiciais para aumento do número de vagas, a exemplo do que ocorreu em Ponta Grossa. Porém, segundo o diretor do HU - única instituição com UTI totalmente vinculada ao SUS -, Francisco Eugênio Alves de Souza, por conta do funcionamento do sistema, controlado pela Central de Leitos, é difícil mensurar a demanda reprimida de vagas no HU. ''Esse número mágico nós não temos'', afirma. O diretor da Santa Casa, Fahd Haddad, também não arriscou palpite sobre a demanda do hospital e sugere a criação de uma comissão técnica para discutir o assunto.
O HU deve enviar proposta de aumento de mais 8 vagas para tratamento de adultos. Hoje o hospital tem 29 vagas, 17 para adultos e 12 para crianças. Com os novos credenciamento liberados pela Secretaria de Estado da Saúde, o hospital passará a ter 34 vagas. As cinco novas unidades, no tratamento pediátrico, contudo, já estão funcionando.
No Hospital Evangélico, Tavares foi recebido pelo diretor-técnico, Oziel Torrezin, que rebateu as afirmações de autoridades do setor de saúde de que pacientes do SUS estariam sendo preteridos em favor de particulares. Ele afirmou, sem citar nomes, que se as autoridades tivessem demonstrado mais empenho, os novos leitos poderiam estar credenciados há muito tempo. ''Há dois anos estamos tentando credenciar esses leitos'', acrescentou.


