Promotor teme falta de verbas do SUS
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quarta-feira, 14 de outubro de 1998
Osmani Costa 
O promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais em Londrina, Paulo Tavares, disse ontem que está preocupado com a possibilidade da suspensão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para a ampliação do antendimento nos prontos-socorros (PSs) do Hospital Evangélico e da Santa Casa. Os hospitais que hoje mantém os PSs atuando em escala alternada - de um dia sim outro não - aguardam recursos federais para iniciar atendimento 24 horas ininterruptas.
Estávamos aguardando com otimismo o aumento de 50% no repasse do SUS, para que estes PSs pudessem atender todos os dias, de maneira ininterrupta. Isto diminuiria em muito a superlotação destes prontos-socorros e do PS do Hospital Universitário, que funciona todos os dias, comentou Tavares.
A informação de que a ampliação no atendimento dos PSs financiados pelo SUS pode ser adiada ou até mesmo abandonada, em consequência da crise econômica mundial que atingiu o Brasil recentemente, foi dada anteontem pelo secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian. Anteriormente, o aumento no repasse de verbas estava previsto pelo Ministério da Saúde para entrar em vigor ainda neste mês.
De acordo com o promotor Paulo Tavares, no entanto, a situação no atendimento na rede hospitalar da cidade melhorou nos últimos meses. Continua havendo a superlotação, que já se tornou rotineira. Mas não recebi recentemente nenhuma denúncia de que algum PS tenha se negado a prestar atendimento de urgência ou emergência, mesmo que não estivesse no dia de plantão, ressaltou.
No primeiro semestre deste ano, Paulo Tavares visitou postos de saúde e hospitais públicos e privados de Londrina e realizou várias reuniões com os diretores deles, vereadores e conselheiros municipais de saúde, com objetivo de melhor a qualidade do atendimento da saúde pública. Na época, ele ameaçou processar o governo do Estado pela não liberação dos cerca de R$ 30 milhões necessários à reforma e ampliação do HU. A ameaça está temporariamente descartada. Estamos em compasso de espera, porque o governo assinou documento se comprometendo a repassar R$ 1 milhão até o final do ano. Já é um avanço, dá para começar a melhorar os setores mais importantes para o atendimento de urgência, afirmou.


